• Karla Kratschmer

A depressão e eu - Um relato de quem sentiu na pele


Ao contrário do que muita gente pensa, depressão é uma doença séria e que pode matar. Tenho depressão há muitos anos, hoje estou ótima, melhorei com os remédios que ainda tomo. Mas não é fácil para quem tem a doença e para quem está por perto (marido, esposa, filhos, pai, mãe...). Todos sofrem juntos. O mais difícil é aceitar a depressão como doença que precisa ser tratada.


A maioria das pessoas acha que depressão é frescura, falta do que fazer. Já ouvi milhares de vezes: 'Com filhos tão lindos como você tem depressão?' 'Vai trabalhar que isso passa' 'Arrume o que fazer que você não terá tempo pra ter depressão' Parece que a gente tem depressão porque quer. Mas a depressão é uma doença que chega devagar, dá uma tristeza, uma angústia que você não sabe da onde vem. Você se torna agressiva, sem paciência, sem vontade de ver gente, com medo de tudo. Você não quer sair, só quer dormir pra ver se isso passa. O apoio da família é fundamental.

A gente se sente sozinha, mesmo que esteja rodeada de gente. Você perde o interesse pela vida, pelos filhos, pelo marido... Você olha para seus filhos e não sente nada, é como se você não os conhecesse.

As pessoas relutam em procurar psicoterapia, ou ir a um psiquiatra. Na cabeça de muitos, psicólogo e psiquiatra cuida de gente louca. Ainda existe muito preconceito com a doença. Se você tem diabetes, pressão alta, problemas cardíacos, todo mundo entende e aceita que é uma doença que precisa de tratamento. Na depressão não! As pessoas acham que é frescura. Nem o paciente aceita a doença, não quer nem pensar em tomar remédios.

O primeiro passo para a cura, é aceitar que é uma doença e buscar ajuda. Precisa tratar logo, antes que se agrave e você desista de viver.

A depressão não tratada pode desenvolver a síndrome do pânico. Essa doença é a pior. Você sente pavor de tudo. Sente como se tivesse uma arma engatilhada apontada para a sua cabeça. Na síndrome do pânico, as pessoas se fecham, não conseguem sair do quarto, o único lugar seguro. Eu tive várias crises, por causa de um gerente que me perseguia no trabalho. Fiquei afastada do trabalho. Durante este tempo não saía do quarto. Quando minha empregada precisava limpar meu quarto eu tinha crises de choro, morria de medo de ficar na sala ou em qualquer outro lugar além do meu quarto. Graças a Deus, meu marido sempre encarou a depressão como uma doença. E segurou uma barra pesadíssima junto com as crianças.


Numa crise de depressão, a dor e angústia eram tão grandes que (...), logo eu que sou Espírita, tentei suicídio. Mas minha intenção não era morrer e sim que essa sensação parasse. Fiquei na UTI por 2 dias. E quando saí do hospital, tive a pior Síndrome do Pânico, tinha medo e só chorava, dava cabeçada na parede, só queria que tudo isso passasse. Isso aconteceu na mesma época que o Champignon (do Charlie Brown Jr.) se matou. Ouvi muita gente dizer: ele devia estar drogado, devia estar doidão. Mas ele tinha depressão, e como eu disse, tem horas que você só quer que isso acabe!


Por isso, se você tem uma tristeza que não sabe da onde vem, uma angústia que aparece do nada; impaciência, intolerância, insônia, falta de interesse por qualquer coisa... se durante o dia você só quer dormir, e o anoitecer começa a te deixar angustiada, procure por ajuda!


ATENÇÃO: Este relato não é de autoria da psicóloga, e foi escrito e autorizado exclusivamente para publicação no site e redes da psicóloga. Copyright © Karla Kratschmer. Todos os direitos reservados.

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